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Tripé universitário

O Tripé Universitário, também conhecido como Tripé ou Tríade Acadêmica, é um preceito constitucional que rege as universidades brasileiras e ajuda a definir o seu papel perante a sociedade. Ele é estabelecido no artigo 207 da Constituição Federal, que diz que as universidades precisam obedecer ao “princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

O ensino talvez seja a ponta do Tripé Universitário mais conhecida fora da universidade. Ele engloba tanto a graduação como a pós-graduação e tem como objetivo formar profissionais com habilidades específicas em cada uma das áreas do conhecimento. Para isso, professores e estudantes interagem entre si em atividades como aulas teóricas, palestras e exercícios práticos.

O segundo pilar da vida universitária é a pesquisa para produção de novos conhecimentos. Envolvendo o corpo docente e discente, a pesquisa universitária pode ser desenvolvida desde a graduação, com programas de iniciação científica, e seguir para a pós-graduação e grupos de pesquisa.

No artigo 43 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96), fica estabelecido que as instituições de ensino devem “incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura” e “promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos.”

A LDB também vincula o ensino superior ao terceiro eixo do Tripé Universitário, a extensão. No artigo 43, fica estabelecido que as universidades devem “promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição”.

Especialmente para as instituições de ensino públicas, que são financiadas com o dinheiro dos impostos dos contribuintes, a extensão universitária é uma forma de compartilhar com a sociedade um pouco do conhecimento que é produzido pelo ensino e pela pesquisa. Hospitais universitários, serviços de defensoria pública e empresas juniores são exemplos conhecidos de atividades de extensão.